Diminuir Aumentar Imprimir

img-top-print

1º passo = Encontro (acolhida) 10 min (Cafezinho, se houver e/ou também pode ser oferecido no final da reunião).
Quebra-gelo: Escolha em seu quebra-gelo um adequado para sua célula.

2º passo = Exaltação (As músicas devem corresponder ao louvor e à adoração) 15 min.
Louvor - 1, 2 à escolha.
Adoração – à escolha.

O perdão em família | 19 a 25/08/2019

Data: 19 a 25/08/2019
Tema:
O perdão em família
Salmo: 86, 1-7

Leitura: Ef 5, 21-33;6,1-4


Quando pensamos em família é inevitável não nos reportarmos ao início da criação, quando a Trindade Santa contempla a obra e vendo que estava faltando alguma criatura que lhes fosse afim, que se parecesse com Eles, exclamam: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança...” (Gn 1,26). E a ele deu poder de dominar sobre toda a criação. Ao ver que cada qual dos animais tinha uma companhia, percebe que não havia uma parecida com o homem, então diz: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade” (Gn 2,18). Fez então a mulher e a apresentou ao homem que ao contemplá-la exclama muito contente: “Ah! Essa sim é osso de meus ossos e carne de minha carne, chamou-a mulher, porque saiu dele” (Gn 2,23). “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa” (Gn 2,24). “E o Senhor os abençoou dizendo: multipliquem-se, tenham muitos filhos e filhas, espalhem-se por toda a terra e a dominem...” (Gn1,28). Assim nasceu a primeira família, uma célula familiar, que se multiplicou e encheu a terra. Rezemos para que nossas células, tal qual esta primeira, também se multipliquem e povoem nossa cidade e nossa região metropolitana.

A família tal qual criada por Deus, “homem e mulher os criou” (Gn 1,27), é uma benção. Na Palavra de Deus aparece 90 vezes, sendo 68 no Antigo Testamento e 22 no Novo Testamento. É reconhecida como a “base da sociedade”, mantém o equilíbrio e a harmonia dela, sem a qual a humanidade estaria um caos. São Paulo eleva esta célula primeira da sociedade a uma categoria muito especial, a categoria de Igreja, fundada por Jesus. Nossa Igreja confirma, recorda esta “continuidade sagrada da família”: Deus cria a família, se encarna e vive em uma família. A Igreja primitiva na boca do apóstolo Paulo a tem como Igreja e a nossa Igreja hoje a denomina como “Igreja doméstica” como vemos em nosso catecismo: “Uma revelação e atuação especifica da comunhão eclesial é constituída pela família cristã, que também, por isso, pode e deve se chamar Igreja doméstica” (CIC-2204).

Ainda que tenha toda esta “sacralidade” da família, ela é constituída de seres humanos e como tais, limitados, falhos, com temperamentos e por vezes até culturas e educações diferentes, sujeitos a reações diante de situações adversas, nas dificuldades, problemas próprios da vida em comum. Quando você se casa você já não é mais você somente, tem mais uma pessoa convivendo em uma só casa, que vem com toda uma história de vida diferente da sua, para viverem para o resto de suas vidas. Em seguida chegam os filhos que tornam esta comunidade, esta célula, maior, sujeita também as interferências do dia a dia. Para que a família se mantenha unida, firme e duradoura, entre tantas atitudes que aqui não comporta espaço para se tratar, uma delas é essencial: o perdão!    
O perdão ocupa um lugar tão especial e de uma importância tal na vida cristã que nosso Senhor dá a ele um caráter também especial respondendo a Pedro sobre quantas vezes perdoar: “Então, Pedro se aproximou dele e disse: Senhor quantas vezes devo perdoar..., até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18,21-22), na linguagem bíblica 70 x 7 significa sempre. 

O convívio em uma só casa, de duas pessoas que se uniram em matrimônio é de uma grande riqueza, de doação mútua, de entrega recíproca, de partilha de sentimentos, anseios, projetos a dois, de uma “busca constante de fazer o outro feliz e não cobrar do outro que me faça feliz”. Não existe melhor ambiente que o lar constituído onde se possa aplicar a máxima de Jesus, conhecida como a regra de ouro dos relacionamentos: “faça aos outros, o que você quer que façam com você” (Mt 7,12). Na medida em que você faz tudo o que estiver ao seu alcance para que a sua esposa seja uma pessoa melhor, certamente ela fará o mesmo para que você, esposo, seja também uma pessoa melhor e, claro, vale para os filhos (as). Por isto a leitura de hoje relacionando família como Igreja entra no capítulo 6 que trata dos filhos.   

Mas sabemos que a convivência familiar se faz com grandes sacrifícios. Viver em comunidade em casa exige em muitos momentos uma “morte pra si mesmo”. Não se trata de se anular, mas de, por vezes, dominar o seu ego em favor do bem maior do todo familiar. Aqui vale as palavras do Papa Francisco em sua exortação apostólica sobre o amor na família: “Quando estivermos ofendidos ou desiludidos, é possível e desejável o perdão; mas ninguém diz que é fácil. A verdade é que a comunidade familiar só pode ser conservada e aperfeiçoada com grande espírito de sacrifício. Exige, de fato, de todos e de cada um, pronta e generosa disponibilidade à compreensão, à tolerância, ao perdão, à reconciliação...” (AL 105).

Perguntas

  1. Eu tenho facilidade em perdoar?
  2. O que você entende em fazer para o outro o que quer que faça para você?

 

 


5 º passo - Entrega (oração) – 10 min

  1. Orar uns pelos outros (após breve partilha);
  2. Orar pelas células, áreas e redes, líderes, supervisores e coordenadores;
  3. Orar por todas as pastorais e movimentos;
  4. Pelos encontros de formação de líderes;
  5. Orar pelo padre Rogerio Felix, para que tenha sabedoria, discernimento e revelação para o pastoreio da visão celular e da paróquia;
  6. Orar pelo vigário, diáconos, por toda a liderança paroquial e funcionários;
  7. Por todo trabalho de células;
  8. Orar pelas células que ainda não se multiplicaram este ano;
  9. Orar pelos aniversariantes do mês;
  10. Orar pela nossa escola de formação permanente (ECEFP)
  11. Orar pelo nosso Bispo Dom Cesar.

“Em cada sociedade, as famílias geram paz, porque ensinam o amor,
o acolhimento e o perdão, que são os melhores antídotos contra o ódio,
o preconceito e a vingança que envenenam a vida de pessoas e comunidades”
(Papa Francisco)

 

DEUS ABENÇOE SUA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL, SUA SEMANA, SUA FAMÍLIA, SUA REDE E SUA CÉLULA.