"Bom dia, Toda vez que você age com justiça, faz caridade ou caminha com humildade, está respondendo ao que o Senhor pede. Não é complicado é exatamente isso que Ele quer de você. Tenha um dia abençoado!" -
Por Bruna Pompeu - Equipe Jornalismo PASCOM
Nascido no México em 30 de julho de 1869, Cristóvão é fruto de uma família de camponeses, onde aprendeu sobre amor e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora do Rosário.
Entrou para o seminário com 19 anos, e assim que se ordenou foi transferido para sua paróquia de origem. Um homem de fé e um grande pastor, fez missões com o povo indigena, escolas, abrigos, além de um fervoroso pregador do Santo Rosário.
Grande devoto de Maria, também pregava a respeito do desapego de bens materiais, mas seu foco principal era as vocações sacerdotais. Após o fechamento do semanário de Guadalajara, fez em sua paróquia uma pequena escola para formação de futuros sacerdotes.
No ano de 1917, foi aprovada a constituição anticlerical, responsável por diversas perseguições religiosas. Em julho de 1926, os cultos públicos em todas as igrejas do país foram suspensos e os sacerdotes estrangeiros expulsos. O clero católico foi maltratado, todas as escolas católicas foram proibidas e fechadas. O povo pediu a ajuda dos sacerdotes, e assim, foi criada a “Liga em Defesa da Liberdade”, mas pouco tempo depois a disputa pacífica, se tornou uma luta armada.
A guerra civil, seguiu firme por alguns anos e ficou conhecida como “Movimento Cristero”, um movimento de cristãos que queriam defender sua liberdade religiosa a todo custo. Cristóvão era totalmente contra o uso de violência, lembrando sempre seus companheiros de que Jesus e os apóstolos nunca recorreram a ela e publicou um artigo no jornal: “A única arma da Igreja é a Palavra de Deus”, mas nunca abandonou seu povo.
Em 21 de maio de 1927, Cristóvão foi preso pelo exército, acusado de apoiar a rebelião. Quatro dias depois foi baleado em Colotlán, junto com mais 24 companheiros, 21 deles Padres: Roman Adame Rosales, Rodrigo Aguilar Alemán, Júlio Alvarez Mendoza, Luís Batis Sáinz, Agustín Caloca Cortés, Mateus Correa Magalhães, Atilano Cruz Alvarado, Miguel de la Mora, Pedro Esqueda Ramírez, Margarito Flores Garcia, José Isabel Flores Varela, David Galván Bermúdez, Pedro de Jesús Maldonado Lucero, Jesús Méndez Montoya, Justyn Orona Madrigal, Sabas Reyes Salazar, José Maria Robles Hurtado, Toribio Romo González, Jenaro Sánchez Delgadillo, David Uribe Velasco, Tranquilino Ubiarco Robles; e três leigos: Salvador Lara Puente, Manuel Morales e David Roldán Lara.
Nos anos 2000, São Cristóvão e outros mártires foram canonizados pelo Papa São João Paulo II.
“Não se preocupem, irmãos! Mais um momento e, depois, o Céu. Morro inocente e peço a Deus que o meu sangue possa servir para a união dos meus irmãos mexicanos”
São Cristóvão Magallanes, rogai por nós!