"Bom dia, Jesus passou noites inteiras em oração antes das grandes decisões. Se o Filho de Deus precisava desse tempo com o Pai, quanto mais nós precisamos dele. Tenha sempre um horário para rezar todos os dias!" -
Por Andréia Alexandre – Equipe Jornalismo PASCOM
O nome Judas vem de Judá e significa festejado, já Tadeu quer dizer peito aberto, destemido. Era natural de Caná da Galiléia, na Palestina, filho de Alfeu, e de Maria Cléofas, ambos parentes de Jesus. O pai era irmão de São José; a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas era primo-irmão de Jesus.
Os escritos cristãos dessa época revelam mesmo esse parentesco, uma vez que Judas Tadeu seria um dos noivos, do episódio que relata as bodas de Caná, por isso, Jesus, Maria e os apóstolos estariam lá.
No evangelho de Mateus, vemos que Judas Tadeu foi escolhido por Jesus. Na ceia, Judas Tadeu perguntou a Jesus: “Mestre, por que razão deves manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus respondeu-lhe que a verdadeira manifestação de Deus está reservada para aqueles que o amam e guardam a sua palavra.
Também faz parte do Novo Testamento a pequena Carta de São Judas, a qual traz os fundamentos para perseverar no amor de Jesus e adverte contra os falsos mestres. Após ter recebido o dom do Espírito Santo, Judas Tadeu iniciou sua pregação na Galiléia.
Realizou inúmeros milagres na sua caminhada pelo Evangelho. Depois, foi para a Samaria e, próximo do ano 50, tomou parte no primeiro Concílio, em Jerusalém. Em seguida, continuou a evangelizar na Mesopotâmia, Síria, Armênia e Pérsia, onde encontrou Simão, e passaram a viajar juntos.
Ele é chamado de Simão, “o cananeu”, pelos apóstolos Mateus e Marcos. Alguns estudiosos cristãos entendem que este “cananeu” pode ser uma referência a Canaã, a terra de Israel. Mas quando Lucas, no seu Evangelho, o chama de “o zelote”, parece querer indicar que Simão pertencera ao partido judeu radical que tinha o mesmo nome.
Sabe-se que Simão, como todos os outros apóstolos dos primeiros tempos do Cristianismo, depois do Pentecostes, percorreu caminhos pregando o Evangelho sem nada levar consigo. Operou muitos milagres, curou enfermos, limpou leprosos e expulsou espíritos maus.
Juntos São Simão e São Judas Tadeu, percorreram as doze províncias do Império Persa, nas quais converteram muitos pagãos. Os dois apóstolos foram torturados e mortos no dia 28 de outubro de 70, por pagãos perseguidores. Por isso a data é celebrada para os dois, tanto na Igreja ocidental como na oriental. Os restos mortais guardados, primeiro no Oriente Médio e depois na França, agora são venerados em Roma, na Basílica de São Pedro.